IMPLEMENTAR “TIMES”

UMA NOVA MANEIRA DE VIVER O TRABALHO.

Estamos vivendo em uma sociedade que anseia profundamente por um mundo no qual as pessoas realmente se preocupem umas com as outras.
Para Doralicio Siqueira Filho, especialista em trabalho de equipe, o que determina uma real inovação nas empresas de certo modo também perpassa por este novo olhar para com o outro. O grande desafio no mundo organizacional neste novo século não será criar uma nova tecnologia, ou produto, hoje rapidamente superados. O verdadeiro desafio está em criar e implantar um cenário onde seja possível a prevalência de inovações no dia-a-dia de uma organização, e acredita que isso só será possível quando houver o abandono dos métodos autocráticos que aprisionam a criatividade e responsabilidade dos que fazem parte de uma suposta equipe.

A busca de hoje é por uma genuína participação, aonde prevaleça a autonomia e não mais da dependência e autocracia de diretores e gestores. A verdadeira inovação contínua necessária para acompanhar as galopantes inovações do mercado de hoje, não dependem mais só da capacidade dos líderes, mas de sua habilidade para contribuir na facilitação do desenvolvimento de sua Equipe de Trabalho.

É preciso reconhecer que é uma filosofia diferente da que até então estávamos acostumados, arrisco-me a dizer que na verdade é um modo diferente de ser, portanto requer para ser implantado, uma análise cuidadosa dos traços da cultura e do “management” para se implantar esta nova visão. Cuidados estes necessários para identificar que barreiras culturais devemos trabalhar, em prol de um novo pensar, agir e ser. Considero inovação, a capacidade para acrescentar atributos e valores aos já existentes. Valorizar as diferenças nos seres humanos é a maneira mais eficaz de priorizar a originalidade, de remover barreiras que impedem a criatividade das equipes dependentes de lideranças individualistas e mantenedoras do poder. Quando um líder se permite expor o que realmente pensa, abrindo com franqueza as limitações existentes, a equipe é capaz de elaborar mecanismos que as compensem, e pode estabelecer um processo de ajuda mútua.

A essência dessa nova postura de liderança, situa-se em reconhecer que existe um olhar diferente do líder e comunicar para os demais, as efetivas ampliações dos pontos de vista, alcançando-se, em conseqüência, soluções coletivas e níveis de criatividade nunca antes alcançadas.

Somente com equipes energizadas e inovadoras podem emergir ações que possibilitem fazer mais com menos, fazer redução de custos, ter novos produtos, melhorar os já existentes, ir em busca de melhores canais de distribuição, simplificar processos e sistemas, além de outras formas de agregar valores. É imprescindível considerar que o trabalho em equipe é um modo, não uma moda, visão esta responsável por muitos equívocos e fracassos em sua implantação. Uma grande porcentagem de organizações pensam que o utilizam, mas na maioria das vezes não o fazem. Alguns diretores seguem as recomendações de “experts” como se fosse uma cartilha a ser seguida, quando na verdade equipes de trabalhos se fazem, fazendo-se.

O trabalho em equipe é um modelo de gestão e se o entendemos como tal, se converte em uma ferramenta substancial para a melhoria contínua.

As organizações de “Higth Performance”, percebem as seguintes vantagens que as equipes de trabalho podem agregar em busca de manter competitividade e inovação, tais como, definir coletivamente seus objetivos e maneira de atuação, estabelecendo padrões de comunicação que dão suporte as resoluções de problemas. Além disso, as equipes são muito mais flexíveis e respondem às mudanças em tempo real, e também pelo compromisso coletivo não se sentem tão ameaçadas frente ao novo. É importante também enfatizar, que por seu foco na performance, as equipes se motivam, lançam desafios e ajudam aos indivíduos que estão tentando fazer mudanças na maneira de fazer as coisas.

Para se construir e desenvolver habilidades para trabalhar em equipes e ampliar a eficácia em nível de performance. Podemos nos valer de algumas práticas embasados no ciclo de Team Building, que inicia pela Orientação, Formação, Controle, Aceitação e se concretiza pela Realização.

É evidente que para alcançar a excelência, devem ser avaliados e trabalhados esse ciclo ao longo do caminho, além de levar-se em conta que as equipes devem projetar metas desafiadoras e inovadoras, mas que sejam factíveis de serem alcançadas.

Doralício Siqueira Filho
Presidente da Racional Consultoria