O Poder das Relações é mais Forte!

HR OPCION conversou com Doralicio Siqueira, presidente do evento Sul-americano mais relevante de RH.
Para este psicólogo e mestre em psicologia organizacional a evolução das empresas exitosas, tem percorrido diferentes fases.

“Passamos, primeiro pela eficiência da manufatura, logo pela capacidade de comercialização em massa, pela adoção de tecnologia, pela ênfase nas habilidades humanas, e algumas outras forças menos evidentes e talvez mais setoriais”, assegura.


Mas isto é história afirma, hoje as perguntas que nos fazem são outras, enfatiza. “Quais são as condições que favorecem o desenvolvimento de novas forças motrizes neste tempo que estamos vivendo?”.

O expert afirma que todo o poder de uma organização é puramente relacional. Para ele, o poder nas organizações consiste na capacidade que geram as relações, “é a energia que existe através da rede de relacionamento”, assinala

É importante centrar esforços na qualidade das relações grupais, e na necessidade de gerar confiança no interior das organizações, no fomento da lealdade, na forma de conversar e de aceitar a diversidade e diferenças. Para Doralicio, na atualidade é fundamental descentralizar o poder e devolvê-lo as pessoas, para que façam uso individual dele. “A primeira capacidade é aprender a redistribuir o poder de maneira ordenada. Temos que aprender a desconcentrá-lo de modo que a auto-disciplina, possa em grande parte substituir a disciplina imposta. O poder e as informações necessitam estar a serviço do resultado e não das disputas que influenciam os negócios. Isso requer um trabalho profundo e sério na cultura organizacional, pois precisamos substituir a burocracia, por aspirações, valores e visões”, complementa.

Para o consultor, existe um segundo atributo que é a capacidade de conversação e diálogo. Segundo Doralicio, esta é a maior ferramenta de aprendizagem de uma organização, “mais importante que os computadores ou pesquisas sofisticadas.

Na opinião de Siqueira, “mascarar a dura realidade das coisas por ingenuidade, ou por oportunismo, somente nos distancia mais das soluções e das respostas certas aos problemas e desafios. A habilidade de conversação e diálogo terão que ser potencializados para a superação das dificuldades pessoais e culturais”, assegura.

Outra indicação é a necessidade de rever o “velho sistema de gestão empresarial”que se alimenta da imposição. “Uma pessoa tem a capacidade de “subir a escada”, conquistar o poder;e depois de controlar esse poder, poderia impor as mudanças, mas em uma empresa vencedora se exigirá uma adesão voluntária. Nossos líderes, em sua maioria, não pensam em termos de conquistar seguidores voluntários: eles o fazem em termos de controle”.

Finalmente, propõe o desenvolvimento de uma “cidadania empresarial”, como uma forma de fortalecer o poder das relações. Quer dizer, uma empresa tem que mostrar uma relação interdependente entre o desenvolvimento da cidadania com seus colaboradores e com a sociedade na qual está inserida. Em sua opinião, esta ação deverá estar embasada em “uma nova ética empresarial da prosperidade”, a qual deve contribuir para um desenvolvimento social, econômico e ambientalmente sustentável, o que será imprescindível para a sobrevivência”, afirma.

Siqueira assegura que “nesta era de velocidade e complexidade, o caminho mais efetivo para alcançar altos níveis de performance é compreender o grande impacto que as relações possuem numa organização”. Segundo o especialista, as relações no contexto organizacional afetam de forma direta a difusão do conhecimento, a manifestação do processo criativo, o alinhamento estratégico e, conseqüentemente, os padrões organizacionais.

Doralicio Siqueira, presidente do XI Encontro Sul-Americano de Recursos Humanos assegura que “o poder e as informações necessitam estar a serviço do resultado e não das disputas e manipulações que influenciam negativamente os negócios da organização. Isso requer um trabalho profundo e sério na cultura organizacional, pois precisamos substituir a burocracia por aspirações valores e visões”.